Inquietação – José Mário Branco

Cantar Zé Mário não é um mero passeio na praia. O peso das suas palavras, as melodias e a intenção inequívoca da sua voz colocaram-no no panteão dos trovadores do cancioneiro português. Finalizamos o tríptico que pintámos para as celebrações do 25 de Abril, em plena quarentena, sob a divisa do “Grito de Liberdade” da Juventude de Setúbal com esta homenagem ao autor, “Inquietação”. O Antonio Aleixo é responsável pela realização deste vídeo com o selo do colectivo Garagem

De não Saber o que me Espera – José Afonso

Cantar José Afonso é sempre uma tarefa delicada. É sempre melindroso remexer na sua voz, no seu trabalho, na sua musicalidade. Mas cantar José Afonso é também a responsabilidade de qualquer português que usufrui da liberdade sonhada pelo autor. Canta-lo através dos tempos, repetir esse sonho em novas vozes, em novos instrumentos. Esta é a nossa singela homenagem, o segundo tema do tríptico que pintámos para as celebrações do 25 de Abril, em plena quarentena, sob a divisa do “Grito de Liberdade” da Juventude Setúbal.
O vídeo saiu do olhar de outro sonhador da cidade, António Aleixo, sob a produção do colectivo GARAGEM.


De Não Saber o que me espera
Letra & Música: José Afonso
Arranjo: João Motta & Pedro Franco (Um Corpo Estranho)
Produção Áudio: Sérgio Miendes
Realização: António Aleixo
Produção: GARAGEM
Agradecimento especial: Juventude Setúbal

ECCE HOMO

Este é o primeiro tema do tríptico que pintámos para as celebrações do 25 de Abril, em plena quarentena, sob a divisa do “Grito de Liberdade” da Juventude Setúbal.Um poema de José Carlos Ary dos Santos, composição nossa e realização do rapaz que nos tem pintado horizontes audiovisuais desde o início, o , hasteando a bandeira o colectivo criativo GARAGEM.Obrigado a todos!


ECCE HOMOLetra | Poema : José Carlos Ary dos SantosMúsica: João Mota & Pedro Franco (Um Corpo Estranho)Realização: António AleixoProdução: GaragemAgradecimento especial: Juventude de Setúbal

Review Homem Delírio pelo Site Música em DX

Homem-Delírio é um conjunto de sonoridades personalizadas num mesmo tempo e numa mesma narrativa. As vozes entram em nós como cristais reluzentes em coros delicados e que muitas vezes bafejam uma dor boa. Numa afinação quase angelical, “Fio a par do Mal” é o tema que abre uma viagem sonora na liberdade de composição e na diversidade melódica. Uma guitarra solta que se entrecruza numa “liberdade de Sangue Irmão (…) travando as guerras dos outros.” Um registo meio carioca nas cordas lusitanas, um violãosustentando uma voz que emaranha sem medo e por ele se deixa enfeitiçar. “Homem-Delírio”, nos murmúrios que saem na delicadeza da voz e que se sustenta na simplicidade dos acordes da guitarra, “(…) sofro a derrota de ombros caídos.” Encontramos “Estrangeiro” a meio da viagem, no jogo de cordas repetidas e nos coros fluidos que terminam nos arranjos de percussão numa “gente sofrida sem lei”. O tema que surge a seguir, “Escombros”, é uma autêntica banda sonora de um Western americano. Nos acordes eternizados por Neil Young, visualizamos chapéus de couro enlameados de sangue. Na sombra das copas das árvores, avistamos dois rostos cansados reflectidos nas águas paradas do Mississípi. Quando chegamos ao fim da música, voltamos a ouvi-la “Escombros” de olhos fechados.

No domínio do piano surge uma voz que pergunta e responde, “é preciso perder, abrir mão, libertar”. Coros orquestrais envoltos no sofrimento de uma “Hera”, que cresce nos acordes das teclas como se de uma orquestra se tratasse. Já a caminho do fim, “Só o Paraíso”, tema que se desenvolve na coerência da guitarra e do piano, mas que surpreende em intervalos de distorção lá ao longe. A presença do acordeão e a voz saída de um transístor definem a identidade da “Valsa do acaso” que se despede do “Homem-Delírio”. Acordes curtos da guitarra clássica, que vão sendo suprimidos em cortes momentâneos e que rompem com ligeireza os sons mais agudos da guitarra eléctrica.

Link: https://www.musicaemdx.pt/2019/09/10/um-corpo-estranho-apresenta-homem-delirio-no-sabotage-club/

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