Review: Homem Delírio pelo Blogue Via Nocturna

Homem Delírio (UM CORPO ESTRANHO)(2019, Malafamado Records)
Homem Delírio é o novo trabalho dos Um Corpo Estranho, duo que assume claramente, para este registo, uma rotura com o passado, aproximando-se de uma vertente mais ambiental e performativa. Importa, antes de nos debruçarmos sobre esta nova proposta do duo setubalense, referir que este é o seu sexto trabalho, terceiro com canções, depois de outros três onde apresentaram bandas sonoras para os bailados A Velha AmpulhetaQarib e A Almofada da Paula, este baseado na obra de Paula Rego. Feito o enquadramento, dir-se-á que Homem Delírio é uma lufada de ar fresco no panorama musical nacional. De uma forma simples, introspetiva e minimalista, o duo traz oito temas onde se destacam as fortes harmonias vocais e a exploração sonora que os leva a utilizar, por exemplo, o serrate musical e a guitarleleHomem Delírio envolve-se em camadas ambientais muito densas onde a partir de dedilhados acústicos se evolui para diferentes paisagens inspiradas no surrealismo e no teatro do absurdo. São frequentemente audíveis sons peculiares e subtis distorções que acentuam a vertente de misticismo de alguns destes temas. Algures entre o erudito, o folk e a popHomem Delírio mostra uma nova faceta dos Um Corpo Estranho – uma faceta que merece ser descoberta. [79%]

Link: https://vianocturna2000.blogspot.com/2019/03/review-homem-delirio-um-corpo-estranho.html

“Sangue Irmão” é o segundo single de “Homem Delírio” o novo disco dos Um Corpo Estranho

Fotografia por Rui David

Sangue Irmão” é o segundo tema divulgado do novo disco “Homem Delírio”pela dupla Um Corpo Estranho, com apoio da Fundação GDA e com data prevista para 22 de Março.

Depois do primeiro single e vídeo, “O Estrangeiro”, já disponível nas plataformas digitais, João Mota e Pedro Franco, abrem os bastidores a todo o processo que envolveu o novo trabalho de originais num segundo vídeo, populado pelas várias intervenções de artistas locais que a banda compilou ao longo do processo.

“ Tudo começa nas canções e nas letras, sendo que, durante a composição, surgiram vários personagens, arquétipos e paisagens, dando-nos, desde cedo, a noção de que este trabalho tinha de ser dilatado para fora da nossa esfera habitual. Quisemos alargar a música a outras vertentes artísticas e lançámos o desafio a cada parte envolvida. Havia a preocupação de procurarmos uma linguagem comum, ao mesmo tempo que incentivávamos a liberdade criativa de cada interveniente.”

A ilustração da artista plástica Rita Melo para a capa do disco foi o ponto de partida, dando uma cara e uma personalidade ao “Homem-Delírio”, no fundo, a entidade-narradora que nos acompanha ao longo dos temas. O realizador António Aleixo (com o apoio da Garagem produções e Souza Filmes) fez a interpretação visual do primeiro single e ligou-o com a ilustração e com a temática da letra, dando origem ao vídeo interpretado por João Bordeira.

“Homem Delírio”, produzido por Sérgio Mendes contou ainda com a participação musical de Celina da Piedade e Paulo Cavaco. Todo este processo foi acompanhado e documentado através da lente dos fotógrafos Rui David, Xetubre e André Areias.

“Por fim a ideia alastrou-se ao tipo de espectáculo ao vivo que iríamos dar. Sentimos que este disco pedia mais do que o formato habitual de concerto. Lançámos o desafio ao Ricardo Mondim, com quem já tínhamos trabalhado anteriormente, e começámos a criar o que vai ser o universo cénico do disco. No fundo, cada trabalho é separado e tem uma expressão própria, sendo que cada peça, vídeo, música, espectáculo e ilustração, servem para contar uma versão da estória deste disco.”

Sobre a estreia ao vivo, anunciada para dia 11 de Maio no Teatro São João em Palmela, a dupla avança que será um espectáculo que alia o teatro físico e a dança à música do disco.  Será interpretado pelos próprios membros da banda e Ricardo Mondim, a quem cabe também a encenação e o conceito plástico da peça.

“Homem-Delírio” é uma narrativa sem texto, para além das letras das canções, que parte da premissa de um universo distópico, em que Abelâmio, a personagem central, se move por entre ruinas e escombros de uma civilização caída, e se vê obrigado a reinventar o sonho e a esperança, respigando, pelo caminho, objectos e memórias de um passado esquecido, dando vida a elementos e figuras fantásticas que populam o seu imaginário.

A produção cabe à Passos e Compassos tendo os figurinos ficado a cargo de Zé Nova, e conta percorrer o país ao longo deste ano.

O DELÍRIO DE UM CORPO ESTRANHO

Dois anos após o lançamento de “Pulso”, a dupla Setubalense “Um Corpo Estranho” está de volta com disco novo em 2019.

Homem Delírio” editado pela Malafamado Records com o apoio da Fundação GDA, tem data de lançamento prevista para dia 22 de Março e conta com a participação de Sérgio Mendes (produção e guitarra),  Celina da Piedade (acordeão) e Paulo Cavaco (piano) como músicos convidados.

Neste novo registo o duo explora um universo mais introspectivo e intimista, apoiando-se numa poética inspirada no surrealismo e no teatro do absurdo, envolvendo os oito temas que o compõem em camadas ambientais mais densas que nos discos anteriores.

Rita Melo foi a artista plástica responsável pela parte visual de “Homem Delírio”, cujo universo muito próprio casou na perfeição com a sonoridade deste novo trabalho.

A apresentação ao vivo, marcada para dia 11 de Maio, no Teatro São João em Palmela, vai ao encontro deste contexto cénico em que a banda se baseou na composição, através de um espectáculo de dança/teatro fisico com encenação e interpretação de Ricardo Mondim, bem como de Pedro Franco e João Mota, os elementos que compõem o duo.

“O Estrangeiro”, primeiro single libertado pela dupla, já pode ser visto e ouvido nas plataformas digitais e contou com a realização de António Aleixo e produção da “ GARAGEM” e Souza Filmes.

“HOMEM-DELÍRIO”… UM CORPO ESTRANHO COM NOVO DISCO DE ORIGINAIS PARA 2019

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A dupla de Setúbal composta por Pedro Franco e João Mota tem novo disco para apresentar já no início do próximo ano. “Homem-Delírio” é o 3º disco de canções de Um Corpo Estranho, 6º no percurso total do duo, que conta já, também, com três bandas sonoras para os bailados, “A velha Ampulheta”, “Qarib” e “A Almofada da Paula”, este último baseado na obra da pintora Paula Rego.

Finalistas do Prémio José Afonso em 2015, escrevem em conjunto canções em português e têm vindo a compor para curtas metragens e peças de dança/ teatro físico. Após 2 discos, “De Não Ter Tempo” (2014) que conta com a participação de Celina da Piedade e inclui uma versão de um tema de Madredeus (acreditado por Pedro Ayres Magalhães) e “Pulso” (2016), considerado por alguma imprensa especializada como um dos melhores discos nacionais do ano, os Um Corpo Estranho voltam em 2019 com um terceiro disco de canções originais.

Homem-Delírio” é, segundo a banda, um disco de ruptura com os universos dos discos anteriores, uma viragem necessária na sonoridade que tem vindo a caracterizar o projecto, ao mesmo tempo que assume uma aproximação ao lado mais ambiental que a dupla tem vindo a explorar nas composições para bailado, num assumido namoro ao terreno das artes plásticas e performativas.

O disco, que contou com o apoio da Fundação GDA, teve a produção a cargo de Sérgio Mendes, elemento já frequente nos arranjos de Um Corpo Estranho. Contou ainda com a participação especial de Paulo Cavaco ao piano e o acordeão inconfundível da, já habitual, Celina da Piedade.

Um Corpo Estranho Edita Banda Sonora “Qarib”

 

Depois do bem recebido álbum “Pulso” (lançado em 2016) e enquanto preparam novo disco de originais  (previsto para o 1º Trimestre de 2019), o projecto Setubalense “Um Corpo Estranho” edita agora em formato digital a banda sonora para a peça de Teatro Fisíco/Bailado “Qarib” estreada em 2017.

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Ilustração por Zé Nova

A relação dos “Um Corpo Estranho” com o Teatro e Bailados não é novidade tendo o duo criado universos sonoros para as peças “A Almofada da Paula” (2013) (baseado no universo de Paula Rego) e “A Velha Ampulheta” (2015).

 “Qarib” é uma produção da companhia Passos e Compassos (residente no Cine-teatro S. João em Palmela), e conta com a interpretação de Ricardo Mondim, música de Um Corpo Estranho, figurinos e imagem gráfica por Zé Nova e António Machado no desenho de luz e direcção técnica.

A produção do álbum ficou a cargo de Sérgio Mendes, e será editado pela nova editora Setubalense “Malafamado Records”.

“Qarib” poderá ser ouvido em todas as plataformas digitais já a partir de sexta-feira dia 27 de Abril. 

 

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